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Odessa, o retorno


Kartódromo Internacional de Nova Odessa e seu Retaummmm.

Foto: Google Imagens, emprestada gentilmente.

Após exclusão em 2016, o Kartódromo Internacional de Nova Odessa retorna ao calendário oficial da Paulista Kart League, não com uma, mas com duas etapas!

Antes um dos kartódromos que mais agradavam aos pilotos da PKL, Nova Odessa International Speedway foi retirado do calendário 2016, após lambanças nos resultados oficiais e o contínuo mal desempenho de seus karts.

Entretanto, novos testes na pista, realizados em janeiro deste ano, provaram que a reestruturação do local fez por merecer uma nova chance. Assim, a esperança para 2017 aumenta e os pilotos esperam que nada abale a confiança reconquistada.

A pista e os pepinos

Nova Odessa já foi palco de ótimas disputas. Em 2012, ano de sua inauguração, os pilotos da PKL foram alguns dos primeiros a estrear o asfalto quente da pista. Uma corrida rápida e muito disputada tornou o Kartódromo um dos favoritos de muitos veteranos.

Construído em uma área total de 78.900m², o local é atualmente o maior kartódromo sul-americano, sendo dotado de excelente estrutura de vestiários, de lanchonete e de estacionamento.

Thiago Baptista (WRT) e Alexandre Gregoski (BTR) admiram a pista em um dia de chuva, 2015.

Foto: Wesley Diego Emes

A pista tem 1.500 m de comprimento e diversas opções de traçado, mas é lembrada, costumeiramente, por seu aclive no início da reta de largada, que torna determinante a tangência da curva que leva à subida para a reta principal.

Esse relevo costuma prejudicar também os pilotos que largam um pouco mais atrás no grid, devido sobretudo ao baixo torque inicial dos karts indoor, que transforma a largada em um evento um pouco mais moroso do que o de costume.

Nos últimos três anos, a subida característica da pista se tornou um suplício com a redução de potência dos motores indoor, para o equivalente a 13HP-reduzido. À época, a administração do local justificava a redução alegando o elevado número de acidentes e o aumento dos custos de manutenção dos equipamentos.

Somente depois de muita reclamação por parte dos frequentadores do local, foi decidido que seriam separados novos karts de competição, com potência de 15HP, dedicados ao uso exclusivo de clubes de kart para campeonatos amadores.

Em janeiro deste ano, inspirados pelo fanfarrão local Rafael Nascimento (WRT), membros do Comitê Organizador e alguns pilotos foram ao Kartódromo averiguar as mudanças.

Henrique Sigoli (SAP) foi um dos avaliadores. “Achei os karts bem equilibrados. Em termos de velocidade estavam todos muito parecidos”, comentou. “Não disse que estava melhor!? Vem ni mim que é certeiro!”, completou Nascimento.

“Após verificar as mudanças, optamos por dar um voto de confiança ao Kartódromo, à sua administração e ao Nascimento. E vamos colocar uma etapa dupla em Nova Odessa”, disse Bruno Ratão, piloto da M2R e membro do CO.

Lugar doidim

No histórico da pista, a anormalidade quase sempre definiu os resultados. No ano de estreia, os pilotos se defrontaram com zebras do tamanho do Everest, com as quais saltitaram alegrementes até esborracharem em dor no chão. Em 2013, Rodrigo Gouveia (BTR), chegou a conquistar um pódio. Isso não é comum... Sério, é estranho, é maluco... É errado...

Pilotos retomam a velocidade após o cotovelo da curva 01, em 2013.

Foto: Daniela Ribeiro

Já em 2014, durante a etapa realizada em agosto, Fernando Vivaldini, Vaca H Racing, chegou a liderar a primeira volta da corrida após largar em quinto. Já em outubro daquele mesmo ano, a largada se deu de maneira inédita, em fila indiana e com Vivaldini ficando, mais uma vez, à frente do pelotão. Zona né!?

No mesmo ano, o então bicampeão Renan Gaspar, Scuderia Pé de Pano, largou em décimo terceiro, à época, sua pior classificação. Estranhezas ocorreram também com o atual bicampeão Filipe Fernandes. Ele completou a prova na última posição sem saber explicar o motivo. “Sério... Não sei”, disse ele.

Rafael Nascimento (WRT) não sabendo explicar os causos de Nova Odessa.

Foto: Wesley Diego Emes

Em 2015, onde o sol esquenta a careca e frita o ovo, teve chuva, lastros voadores, gente atolada na lama e câmeras de vídeo suicidas. Tudo para fazer cumprir a tradição de Nova Odessa como local onde as etapas da PKL nunca são normais.

Para 2017, que as loucuras se mantenham as mesmas, mas que a velocidade e a diversão sejam muito superiores em relação aos últimos anos de decepção, de lerdeza, de morosidade, de lentidão... Deu para entender...

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