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Três corridas, três vencedores e três líderes!

June 27, 2017

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Fresquinhas! Uiii!

Sol, corrida e linguiça

Tio observa e torce para não ter trabalho.

Foto: Daniela Ribeiro

 

Aliás, teve também carne e chopp, mas aposto que o título já te chamou a atenção...

Amenidades

 

O dia ensolarado espantou os receios dos pilotos da Paulista Kart League de uma final decisiva sob chuva. “A vovó do Rubinho disse que não chove”, confirmou Daniel Mazotti, piloto da No Name Yet e vizinho da véia.

 

“Ainda bhaim, porque eu nie thaim Unterwäsche de reserva”, comentou o alemão Ralf Kronenbürger, piloto da #07 Bomba Bala.

 

Enquanto o sol serviu para acalmar o espírito de alguns, outros ainda estavam agitados. “Mano, tenho que sair rápido, porque ainda preciso organizar o churrasco de confraternização... E pegar a linguiça... Sem linguiça não dá”, comentou o afobado Filipe Fernandes, Vaca H Racing.

 

Ele e Henrique Sigoli (7BB) disputariam o título de Campeão da Temporada 2016. A pequena diferença de 4 pontos que separava ambos seria decidida na pista. “Quem chegar na frente leva”, comentou Henrique, antes de entrar em seu kart. “Se não der, tudo bem... Vim mais pela linguiça”, completou ele.

 

Já Rena Lombardero, piloto da Miltão Moltor Racing, e Victor Marcolino, Rock Beer Racing, falavam no paddock de sua principal preocupação para o dia. “Vim para beber”, disse o piloto da M2R, “Eu também...”, completou Marcola, que conseguiu dar uma escapadinha de Venceslau para correr, beber e beliscar um roliço de carne.

 

Ambos já haviam se livrado da disputa do troféu mais querido do ano, o Roda Presa. O título acharia um novo dono entre Fábio Ito (N2Y) e Thiago Baptista, Wacky Races Team. “Eu to disputando o Roda Presa?”, perguntou o nipo-brasileiro sempre bem informado.

 

A peleja dos troféus se daria também pela P3 Geral. A disputa teria Bruno Ratão (M2R), André MacMed (RBR) e Alexandre Gregoski, da Blue Turtle Racing. Uma pequena diferença de 5 pontos separavam eles.

 

“Ferrou...”, disse Ratão aos repórteres no paddock. “O Gaúcho larga em primeiro, o Jihad Joe em sexto... E eu em nono... Já Elvis...”. Jihad Joe também comentou a situação. “Allahu Akbar!”, gritou ele, enquanto disparava alguns tiros para o alto com sua querida e sempre presente AK-47.

E a corrida né!?

 

Sabe como é que é... Pilotos alinhados no grid, bandeira verde agitada, todo mundo pseudo-acelera – afinal é kart indoor – e parte para a primeira curva... Então foi assim mesmo! Mas, com dois pequenos detalhes... As largadas excepcionais de Filipe e de Henrique.

 

O piloto da VHR se posicionou por dentro na reta e, antes da curva 1, já assumia a nona colocação e disputava a P8 com Ratão. O Roedor tentou reagir na curva 2, mas Filipe se manteve pelo lado externo. Na retomada, garantiu a posição e ainda assumiu a P7 de seu companheiro Fernando Vivaldini.

 

Largada padrão... Não pera.

Foto: Daniela Ribeiro

 

Henrique fez também boa largada e tentou manter o mesmo ritmo rápido de seu rival. O piloto da 7BB ficou por fora na curva 1 e assumiu a posição de Marcola, ao conseguir boa tração na saída da curva 2. Logo no Bacião, tomou tomabém as posições de Ratão e de Vivard.

 

Um pouco à frente, Filipe se aproveitou da disputa entre Thiago Baptista e Jihad Joe para tomar de ambos a P5 e ainda para tomar a P4 de Rena, ao manter um bom rendimento na subida da Esplanada.

 

“Mano! Tá ligado... Meu kart tava berrento. Senti logo no treino de aquecimento. Mano! Ele rendia muito nas retas, veio! Mano! Veio! Mano...”, giriou Filipe em sua coletiva após a corrida.

 

Em perseguição ao piloto da VHR e visando seu primeiro título na categoria, Henrique não tardou em ultrapassar Baptista e tomar a posição do filho de Allah na Esplanada, garantindo assim a conquista da P6.

 

À frente, Mazotti atacou a P1 de Gregoski, mas espalhou na saída da curva 2. Ito se aproveitou do deslize de seu companheiro e assumiu a segunda colocação. Já na reta oposta, Ito conseguiu se aproximar de Gregoski. O piloto da N2Y se colocou por dentro na curva da Balança e assumiu a liderança da corrida, para delírio da torcida cosplay na arquibancada.

Fifi e Henry

 

Filipe mantinha bom ritmo. O piloto da VHR não tardou em ultrapassar Mazotti para assumir a terceira colocação e logo partir sobre a P2 de Gregoski, passando facilmente o piloto da BTR, que começava a enfrentar dificuldades com seu kart.

 

Fifi, Filipinho, Chiliquento parte rumo à vitória e, depois, à linguiça (disse ele).

Foto: Daniela Ribeiro

 

Henrique, por sua vez, fazia sua corrida buscando alcançar Filipe. Na curva 1, o piloto da 7BB tardou a freada e assumiu a quinta colocação de Rena. Na subida para a Esplanada, assumiu a P4 de Mazotti, tomando a posição de Gregoski logo em seguida.

 

Já Filipe assumia a primeira posição de Ito e tentava abrir certa vantagem do pelotão. Sem perder tempo, Henrique atentou também sobre a posição do piloto da N2Y. Ambos fizeram a curva da Balança lado a lado. Henrique se manteve por dentro e assumiu a P2, ainda na reta de largada.

 

“Caramba meu, fui dar uma jogadinha no meu Pokémon Go e os caras já me ultrapassam”, comentou Ito, após a corrida. “Não rolou nem um Pokestop. Mas peguei um Pikachu (Uiii)”, completou.

 

Henry ultrapassa Ito para desespero da turma cosplay.

Foto: Daniela Ribeiro

 

Nesse momento, a disputa pelo título ficava aberta entre o piloto da VHR e o piloto da 7BB. Praticamente de mãos dadas, a duplinha Fifi e Henry partiu das últimas posições, avançou todo o pelotão e iniciou sua contenda.

O primeiro dos últimos

 

Enquanto isso, Gregoski brigava para manter seu kart entre as primeiras posições e, assim, permanecer na disputa pela terceira posição na classificação geral. “O kart ficou muito ruim... Não tinha potência alguma... fui perdendo posições e não tinha muito que fazer”, disse aos repórteres o piloto Gaúcho.

 

Ratão, que também disputava o prêmio de primeiro dos últimos, enfrentava suas próprias dificuldades. “Ao subir na zebra da curva 13, ouvi um barulho alto. Meu pneu começou a perder pressão e o kart começou a puxar para a esquerda”, comentou.

 

Allahu Akbar no Gaúcho.

Foto: Daniela Ribeiro

 

Jihad Joe, por sua vez, percorria a pista como se estivesse em seus campos de ópio, assumindo diversas posições dos infiéis e ameaçando a quarta posição do piloto da BTR. Ameaçando no sentido competitivo da palavra. Na pista. Não naquele esquema sádico-suicida. Normal mesmo... Como todo mundo... Sabe!? Pois bem...

 

No grampo da curva 1, Jihad Joe retardou a freada para tentar a ultrapassagem, mas Gregoski manobrou o X e se manteve por dentro da curva 2, defendendo sua posição. Já na subida para a Esplanada, o piloto da RBR se colocou por dentro e assumiu a P4.

Da meiúca para frente

 

Mais atrás, Dante Arnaes, Scuderia Pé de Pano, se colocava por dentro da curva 11 e tentava assumir a P10 de Ratão. O piloto da M2R resistiu e manteve seu kart para contornar a curva 12. Na reta oposta, ambos ficaram lado a lado e o Roedor conseguiu permanecer à frente.

 

Em seguida, Ratão atentou sobre a P9. Ao se colocar por dentro da curva 4, o piloto da M2R tocou na lateral do kart de Vivard, desequilibrando ambos. Dante se aproveitou e se colocou por dentro da descida do Bacião, assumindo as posições.

 

Enquanto Baptista tomava o vácuo – Uiii – e a posição de Rena, na subida da Esplanada, Dante se aproximava. Um pouco adiante, na saída da curva 14, Rena acaba perdendo tração e a P8 para o piloto da SPP.

 

Ao se aproveitar da disputa entre Baptista e Mazotti pela P6, Dante contorna melhor o segundo S da Esplanada e consegue ultrapassar ambos os pilotos. Já na reta oposta, ele ultrapassa facilmente Gregoski e assume a P05.

 

Confira as disputas da PKL-E09. T-2016.

Tempo: coloque desde o início.

Vídeo: on-board Dante Arnaes (SPP)

 

Na volta seguinte, Dante se aproxima de Jihad Joe e assume a P4 na subida da Esplanada, partindo sobre a terceira colocação de Ito. “O kart melhorou muito no meio da corrida. Acertei o ritmo e comecei a tomar posições”, comentou o piloto da SPP.

 

Dante consegue então se aproximar de Ito. Na saída da curva 12, o piloto da SPP traciona melhor e emparelha seu kart na reta oposta, assumindo a P3 na freada da curva da Balança.

 

A perda da posição de pódio garantiria a Ito o troféu Roda Presa de 2016. “Sério!? Se eu chegasse em terceiro não era Roda Presa? Ainda bem que perdi!” comentou o piloto da N2Y, após a corrida.

Grand Finale

 

Ao permanecer em décimo, Ratão perderia sua terceira colocação geral no campeonato. Mas o piloto da M2R conseguiu imprimir um ritmo de recuperação e escalar as posições que precisava para se manter à frente de seus rivais diretos.

 

Partindo de décimo para quinto, o Roedor ultrapassou Gregoski e Jihad Joe. “Foi um alívio quando passei o Árabe... Sabia que a P3 era minha”, comentou ele. “Eu fiquei na traseira dele o tempo todo, bem pertinho... Gostei...”, disse Rodrigo Gouveia (BTR), que também subiu o pelotão junto com Ratão. “Medo...” completou piloto da M2R.

 

Joinha da vitória.

Foto: Daniela Ribeiro

 

À frente, a corrida se manteve sem alterações. Fifi, o apressado, garantiu a vitória, a melhor volta da corrida (01:08.308) e seu bicampeonato em São Paulo, enquanto Henry chegava na segunda colocação e teria seu primeiro vice na categoria.

 

Ao sair de seu kart, Fifi comentou à sua equipe “Mano, vamu borá... Tenho que organizar a parada toda e ainda pegar a linguiça”.

 

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