Mais uma etapa aquática

June 23, 2016

Rodrigo Gouveia (BTR) roda e se perde durante a corrida. PKL-E03 T-2016.

Foto: Ricardo Wakabayashi.

 

Muita chuva, troca de karts, discussão com a administração do kartódromo e muitas rodadas. Acha pouco? Estamos sendo conservadores pra cacilds!

 

A terceira etapa da temporada 2016 da Paulista Kart League foi mais uma coroada pela chuva e totalmente imprevisível.

 

O dia amanheceu nublado, cinza, e com nuvens carregadas. Contudo, nada disso tirou o otimismo da organização em relatar pista seca para o horário da corrida. “Durante a corrida não vai chover”, declarou Bruno Ratão, piloto da Miltão Moltor Racing e membro do Comitê Organizador.

 

São Pedro, maroto, sacaneou. A corrida seria sob chuva forte. “Ratão, sua previsão do tempo é um lixo”, declarou Ricardo Garcia, da Scuderia Pé de Pano. “Tá uma chuva de merda aqui!”, completou Henrique Sigoli, da #07 Bomba Bala.

 

A pista do Kartódromo Internacional de Aldeia da Serra estava alagada, com muitas poças e muito escorregadia. Sem chance alguma de formar trilhos ao longo da sessão de treino e de corrida. “Como sempre, vim sem cueca”, disse Silvério dos Reis, “afinal, vai molhar mesmo...”, completou.

 

A chuva ainda gerou desconforto com a administração do Kartódromo Internacional Aldeia da Serra, já famoso por bolas foras. Estavam reservados para a corrida os karts Mega, mas o kartódromo não quis liberá-los alegando que na chuva ocorriam batidas (!).

 

Depois de alguma discussão, foram irredutíveis e tivemos que usar os comuns, de 13HP, mas aí veio outra novidade: por causa da chuva, não queriam lastrear os karts. Depois de muita discussão, aceitaram colocar os lastros, o que gerou um grande descaso dos fiscais de pista, que demoravam séculos para prestar qualquer tipo de ajuda aos karts que rodaram durante toda a corrida, deixando os pilotos putos da vida.

Largada blé, primeiras voltas uou!

 

Vamos falar de coisa boa, vamos falar da corrida!

 

Rodrigo Gouveia, da Blue Turtle, largou pela primeira vez na pole position; ao seu lado, o estreante Daniel Mazotti, da No Name Yet. Ambos deram início à corrida e partiram para a primeira curva, assim que as luzes de largada foram apagadas.

 

Daniel Mazotti (WRT) lidera sua primeira volta na PKL. PKL-E03 T-2016.

Foto: Ricardo Wakabayashi.

 

Daniel Mazotti tracionou melhor e assumiu a liderança já na curva 2. Alexandre Gregoski (BTR) fez uma largada cuidadosa, mas se posicionou bem e garantiu a conquista de seis posições até a mesma curva, subindo da última posição para a nona.

 

Após uma largada conservadora, Dante Arnaes (SPP) subiu também várias posições se posicionando bem durante o contorno da curva 4, conseguindo uma melhor aderência. Durante a curva, ele ultrapassou três pilotos de uma única vez.

 

Ao se colocar na parte exter na da saída da curva, mais seca, Dante tracionou melhor e obteve velocidade suficiente para ultrapassar também Henrique Sigoli e Rodrigo Gouveia, antes da curva 6. Alcançou logo o líder Daniel Mazotti e o ultrapassou na chicane, para iniciar a segunda volta na liderança, depois de largar na nona colocação.

 

Dante Arnaes (SPP) e sua excelente primeira volta em Aldeia da Serra. PKL-E03. T-2016.

Tempo: assista do 00:06 ao 01:28.

Vídeo: on-board Dante Arnaes (SPP)

 

O feito foi louvável. Isso garantiu até mesmo o elogio do rival Alexandre Gregoski. Durante sua coletiva após a corrida, o piloto da BTR declarou: “a volta dele foi comparável às voltas espetaculares de Ayrton Senna em Mônaco, 1988, e em Donington Park, 1993”.

Disputas e giras-giras

 

Na segunda volta, Ricardo Garcia tenta o ataque sobre a P5 de Rodrigo Gouveia. O piloto da SPP se coloca pela parte de dentro da curva 1, mas Rodrigo reage, emparelha o kart e se mantém em vantagem na curva 2. Seu companheiro, Alexandre Gregoski, se aproveita da disputa e se coloca por dentro durante a tomada de curva, mas roda na entrada da curva 3.

 

A partir desse ponto da corrida, ocorre um festival de rodadas ou a Festa do Gira-Gira. Rodrigo Gouveia perde tração e roda na curva 4. Ricardo Garcia se mantém e conquista a quinta colocação.

 

André Medeiros, da Rock Beer Racing, foi um do pilotos vitimado pelas rodadas. “Cheguei em 13° lugar”, declarou ele, “também conhecido como antepenúltimo. Contabilizei, hoje, sete rodadas”. O piloto da RBR teve ainda problemas em seu kart. “A embreagem estava patinando muito”, disse ele.

 

As muitas rodadas e escorregadas misturam bem as posições dos pilotos. “Não sabia em que posição estava, então, decidi somente correr...” brincou o piloto Fábio Ito (N2Y). “Rodei tanto que fiquei enjoado”, comentou também seu companheiro de equipe, Daniel Mazotti, “mas liderei minha primeira volta”, comemorou.

 

Alexandre Gregoski (BTR), Ricardo Garcia (SPP) e Bruno Ratão (M2R) disputam a P05. PKL-E03 T-2016.

Foto: Ricardo Wakabayashi.

 

Já na quinta volta, Alexandre Gregoski e Ricardo Garcia voltaram a disputar a P5. Bruno Ratão aproveitou para se aproximar e os três pilotos iniciaram um duelo, no qual faziam as curvas lado a lado.

 

Durante a oitava volta, Bruno Ratão tomou a parte mais interna da curva 4 e tracionou melhor na saída, conseguindo ultrapassar ambos os pilotos da SPP e da BTR. Mas, logo na entrada da curva 6 perdeu a frente e foi para a grama.

 

“Quando consegui fazer a ultrapassagem, perdi totalmente a frente do kart e fui embora.”, comentou Bruno Ratão. “O kart atolou na lama e o motor apagou... Um quase fim de corrida”, completou.

 

Algo semelhante ocorreria também com Ricardo Garcia. O piloto da SPP rodou na mesma curva e ficou preso na grama. O resgate demorou a chegar e ele decidiu abandonar a etapa. “Meu kart ficou preso em um degrau. Não ia para frente nem para trás.”, declarou Ricardo em sua entrevista.

 

Ricardo Garcia (SPP) xinga a mãe, a vó, as tias e até o cachorro. PKL-E03 T-2016.

Foto: Ricardo Wakabayashi.

 

“Fui o Victor [Marcolino] da etapa. Xinguei os fiscais e cheguei em último”, disse ainda o piloto da SPP. “Foi nada... demorei umas cinco voltas para te ultrapassar”, retrucou Alexandre Gregoski. “Se fosse o Victor, teria sido mais fácil”, completou.

Para o pódio e avante!

 

Rafael Nascimento, piloto da Wacky Race Team, manteve um excelente ritmo e não cometeu erros. Desde sua largada, o piloto da WRT fez uma pilotagem conservadora e conquistou diversas posições, enquanto muitos pilotos rodavam.

 

Ao se aproximar de Henrique Sigoli, Rafael Nascimento iniciou seu ataque para a P3. Uma pilotagem mais segura garantiu que ele tomasse a curva 6 por fora, enquanto Henrique a iniciava pela parte interna, escorregando na saída. O piloto da WRT cortou mais cedo a tangente e conseguiu tomar a terceira posição, em uma bela ultrapassagem.

 

Rafael Nascimento (WRT) pilotagem sem erros durante as primeiras voltas. PKL-E03. T-2016.

Tempo: assista do 00:45 aos 05:30.

Vídeo: on-board Rafael Nascimento (WRT)

 

Já Alexandre Gregoski conseguiu se recuperar e alcançar também a P4 de Henrique Sigoli. Durante a 13ª volta, o piloto da BTR se colocou por dentro na curva 6 e tomou a posição do piloto da 7BB.

 

Henrique Sigoli não desistiu. Durante o contorno da curva 2, ele recuperou sua posição ao escorregar seu kart pela parte interna do traçado, segurando-o com habilidade. Alexandre Gregoski tentou novamente pela curva 6, mas espalhou e tomou um “X”, para perder novamente a posição. O duelo terminou assim que o piloto da 7BB roda no grampo da curva 4.

 

Alexandre Gregoski (BTR) e as disputas pela P05 e P04. PKL-E03. T-2016.

Tempo: coloque em em 08:45 a 11:48 e de 15:30 a 17:48.

Vídeo: on-board Alexandre Gregoski (BTR)

 

Enquanto isso, Fernando Vivaldini, da Vaca H, se mantinha longe das disputas. Ele fizera uma excelente largada e subira da P5 para a P2. Na 14ª volta, Rafael Nascimento contornou melhor a curva 1 e conseguiu um traçado mais rápido pela parte de dentro da curva 2, para realizar a ultrapassagem e conquistar segunda posição.

 

Já Dante Arnaes perdeu a frente de seu kart, quando contornava a curva 6. “Minha corrida foi excelente, até as últimas voltas, quando rodei”, declarou o piloto da SPP. Seu kart também ficou preso fora da pista e não houve resgate. “Por isso levantei e tirei meu kart da grama. Se fosse esperar alguém me ajudar, terminava em último.”, comentou o piloto da SPP.

 

O fato permitiu que Rafael Nascimento assumisse a liderança e que Fernando Vivaldini recuperasse a P2. A pilotagem sem erros rendeu seus benefícios e garantiu o primeiro pódio para ambos os pilotos, enquanto Alexandre Gregoski conquistava a P3.

 

Rafael Nascimento (WRT) cruza a linha de chegada e conquista sua primeira vitória. PKL-E03 T-2016.

Foto: Ricardo Wakabayashi.

 

 

“Agradeço a todos que me ajudarem nesta primeira vitória na PKL, inclusive o Dante por ter rodado no final.”, disse Rafael Nascimento em sua entrevista coletiva, após a corrida.

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